Pacientes faltam a mais de 100 consultas por dia na rede pública de Saúde

Saúde
    08 de novembro de 2019

De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Saúde de Porto Ferreira durante a audiência pública de prestação de contas do segundo quadrimestre do ano (maio/agosto), a rede pública registra uma média de 108 faltas a consultas por dia.

O chamado “índice de absenteísmo”, que mede as ausências às consultas, foi de 18,81% em média no segundo quadrimestre. É praticamente uma falta a cada cinco consultas marcadas. Apesar do número alto, este índice é menor do que a média estadual, que chega a 25%. A média é válida para os dias úteis, em que as unidades estão em funcionamento.

Algumas Unidades de Saúde registraram índices parecidos ao nível estadual. É o caso da ESF Iracema Maria Amélia Perondi (CS-II), no Centro, cujo índice foi de 25,25%, o maior registrado. Das 3.670 consultas agendadas de maio a agosto, houve 926 faltas.

Na sequência, entre as unidades com maiores índices, vem a USF Elza Falco Paschoanelli, no Jardim Anésia. O índice registrado ali foi de 22,94%. É a unidade com maior número de consultas na rede depois do Centro de Especialidades Médicas e Imagens (Cemi) Dr. Américo Montenegro. Das 5.480 consultas agendadas no quadrimestre, houve faltas em 1.257.

O próprio Cemi, que atende especialidades, registra um índice alto, de 20,28%. Ali foram agendadas quase 18 mil consultas no segundo quadrimestre. A unidade com menor índice de ausência foi a USF Valdir Álvares Menendes, no Alto do Serra D’água, com 11,13%.

Perda de recursos

De acordo com a Secretaria de Saúde, as ausências ocorrem também com as consultas e os procedimentos agendados fora do município. Por este motivo, segundo orientações, os pacientes que apresentarem duas faltas consecutivas sem justificativa irão para o final da fila de espera.

“Tal ação se justifica à medida em que não há recursos financeiros no Ministério da Saúde e estas faltas têm comprometido e muito o desempenho dos diversos equipamentos de Saúde, em especial aos Hospitais de Referência e aos Ames”, explicou a secretária de Saúde, Vera Visolli.

“É preciso lembrar que os diversos equipamentos contratam os serviços e/ou profissionais para atender a um determinado quantitativo que é disponibilizado para agendamento. Se o paciente falta, o profissional irá receber do mesmo modo. Vale lembrar que isto também contribui para o aumento das filas de espera e desperdício de dinheiro público”, finalizou.


Cléber Fabbri – MTb 30.118

Assessoria de Comunicação, Cerimonial e Eventos

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